Textos
Vigílias em tempos
ao tempo
dê-se a vazão de rio caudaloso e procissão pois em sê-lo assim tão transeunte nada se lhe acrescente do que não resuma pois de tê-lo restrito mesmo na amplidão é como tê-lo quase infinito na palma de cada mão ao tempo dê-se a contradita de parecer-se volátil mesmo definitivo porque em sê-lo frequente tenha-se como desuso de tudo que razão cobrar-lhe custo ao tempo dê-se a impressão de uma inércia voraz tudo que lhe consome é sempre um menos a mais porque inconsútil tenha-se mais a prazo como prestação do homem a tudo que lhe compraz ao tempo dê-se a suficiência de ser espaço invertido tudo que lhe ocupa é infinito ao tempo dê-se a raridade de parecer-se incomum como a felicidade pois não lhe trai a feição o parecer-se pacato pendurado nos ponteiros da nossa ansiedade ao tempo dê-se a segurança de esparramar-se a miúde como torneira de mim e tudo aquilo que pude é que lhe falta a parcimônia das pacatas atitudes tudo que lhe tange é tanto tudo que lhe punge é tudo ao tempo dê-se a complexidade de não se parecer matemático nos algarismo que invade pois em números não se quantifique assim em cursos frequentes quando na razão de nós mesmos houver um tempo diferente é que ao tempo não importa os franzidos do coração e as pátrias todas da vida mas a simples constatação de que é um curso adrede quando se tem a razão como uma emoção diferente da força de cada mão.
Aurélio Aquino
Publicado em 18/07/2010 às 11h43
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