Textos
Da materialidade e contracaminhos tais
por ser material
lhe caiba sempre a feição de permitir-se à unidade em toda relação pois não lhe tenha a idéia antecedência ou trato de permitir-se uma razão antes de qualquer fato e cada caminho bruto de verdades condizentes constrói uma razão adrede no peito desses viventes como se fora vazão dos fatos todos da gente fora de nós, constantemente, há uma vida inteira que não depende de nós para ser brasileira ou matéria coisa que tanta de unidade escorreita a unidade da vida é manifesta e precisa os fatos que lhe conferem essa feição objetiva dizem das coisas dos homens da natureza e da lida que liga tudo a tudo e por tudo se explica e desse tanto monismo que subverte a natureza há um só movimento que lhe declara a presteza dessa unidade profunda entre o homem e a certeza pois por ser material uno e tão multitudinário lhe seja permitida a razão de parecer-se contrário uno se permita vário em transeunte mudança como se muda a tristeza numa nesga de esperança quando a emoção se afasta pelas vias da lembrança e esse pensar adrede que vem dos laboratórios e que se espraia nos homens em escassos circunlóquios revela o retrato do mundo e todos seus transitórios e pensa o homem o fato a partir de um fato suposto mas que sempre tem na base a matéria e seu contorno ou a sua qualidade de parecer-se avulsa criando no pensamento uma pretensa repulsa como se não fora da matéria a razão por que se usa a matéria enfim é categoria de filosófica urdidura que diz tudo que ao homem lhe denota a compostura de ser um vivente sujeito objeto da transformação que sabe que é material os palmos de sua mão.
Aurélio Aquino
Publicado em 30/05/2010 às 10h28
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