Aurélio Aquino - verbos

Assim se invente a vida, coisa de não sofrer, jeito de ser querida

Textos

Clandestinidade
ao redor da mesa
as palavras tombam
como vírus razoáveis
que se querem tantos

lavram o juízo
numa certeza tanta
que são engenhos fartos
nos meandros da garganta

fustigam a consciência
numa imensidão disforme
e se jogam pela alma
numa exata forma

o segredo inunda
um verbo intransponível
que aconchega o discurso
a todos os possíveis
Aurélio Aquino

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Publicado em 21/04/2010 às 18h22


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