Textos
Do exercício da paz
há que brandir a arma
do tamanho exato da paz como se fora instrumento à contradita de tal pois em ser armistício de variada postura não se de à vazão de perambular pelas ruas porque a paz sempre habita uma consciência difusa que nem precisa ser tanta para ser de clara armadura cravada no peito dos homens como larga escravatura que lhe põe horizontes na cara e lhe inventa e testemunha no rol infante da vida na lida avante do mundo como se fora uma flor que precisasse de tudo para dizer que ao homem cabe a certeza de sempre ser aquilo que lhe desnude é que ao homem descabe qualquer semelhança ao que se faça por guerra cerzido a qualquer lembrança malgrado a quota de paz que qualquer guerra barganha é que ao homem se apresta essa via larguíssima de inventar as manhãs a partir de sua vida como se fora prestação de uma compra infinita há que brandir a paz como essa arma precisa que pulsa no peito do homem do tamanho de sua lida como se fora a razão de toda sua notícia estampada pelo mundo à custa de muita vida.
Aurélio Aquino
Publicado em 14/04/2010 às 22h51
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