Textos
Dos tempos e das vidas com parcimônia e gestos
o relógio de pulso
marca, descompassado as diferenças do peito as distâncias que não trago em seu mister itinerante de fundamentar o passado nem lhe sobra um futuro no meio dos meus passos é que lhe move um tempo em que não estou enquadrado porque nas horas a que me apresto nem sempre me desabraço é que o futuro nada mais é que um passado invertido e que não cabe em qualquer ponteiro dos minutos de cada vida
Aurélio Aquino
Publicado em 02/04/2010 às 11h34
Comentários
|