Textos
Carta VIII
a rosa que eu te dei
tinha a feição exata das flores que eu trazia lavradas na alma se ela não resumia nos seus limites de planta algum carinho concreto uma realidade mais tanta é que se perderam no caminho as raízes do meu peito e a veracidade da lembrança mas assim mesmo fugida do seu teor mais profundo ela guarda um abraço latente que se desfaz no teu riso das correntezas do mundo
Aurélio Aquino
Publicado em 09/03/2010 às 20h38
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