Aurélio Aquino - verbos

Assim se invente a vida, coisa de não sofrer, jeito de ser querida

Textos

Carta VIII
a rosa que eu te dei
tinha a feição exata
das flores que eu trazia
lavradas na alma

se ela não resumia
nos seus limites de planta
algum carinho concreto
uma realidade mais tanta
é que se perderam no caminho
as raízes do meu peito
e a veracidade da lembrança

mas assim mesmo fugida
do seu teor mais profundo
ela guarda um abraço latente
que se desfaz no teu riso
das correntezas do mundo
Aurélio Aquino

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Publicado em 09/03/2010 às 20h38


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