Textos
Carta II
a gente sempre morre
do tamanho da vida fardos de amores intactos lastros de revolta febres de riso. a gente sempre engole pedações do infinito rompida a pulsação do tempo escasso o espaço na avenida a gente sempre ama do tamanho do abraço guardada a desproporção do peito limitado. e raras vezes a gente morre completo pois sempre sobra um amor alguma nesga de afeto.
Aurélio Aquino
Publicado em 09/03/2010 às 20h33
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